
Voltei.
às vezes, se torna um abismo profundo e sincero, mas só às vezes
8ª Série.
Do lado de lá do equador, eu vejo nos filhos o descaso dos pais.
O brilho opaco de um olhar vazio que se perdeu nas referências da “Era do Bizarro”.
Valores dissipados em regras de 3, divididos em milhões de dúvidas.
Movem-se numa semântica dúbia.
Não saberão, no trajeto, preencher o gabarito da vida.
No próprio cabeçalho não reconhecem o sujeito, o pai, o filho e o espírito santo.
Quais são seus predicados? Quem são seus pais? Quem são seus professores?
Quem é você?
Hoje tenho 2 corações. Faço o meu plural.
E com toda revisão ortográfica, conjuguei o verbo amar, no infinito do meu ventre.
É uma fuga?
Querer repentinamente virar o disco?
Uma síndrome como outra qualquer?
Começar do zero.
Retomar aquela vontade.
Ou... Desde sempre saber do plano.
Acreditar que a vida começa aos 40.
De braços abertos, queda livre.
E as qualificações?
Títulos convencidos empoeirando sonhos,
travando pequenas batalhas.
Bombardeio de informações.
Guerrilhas, motins, festins.
Insatisfação veio como tiro certeiro.
No pé.
“Não penseis que, por não poder ser visto, o pensamento careça de poder”.
Como uma degustação, assim,
a vida como um nobre vinho.
Uma cortesia com prazo de validade.
Garanta sua cortesia. Aprecie sua vida.
Cortesã de todas as noites e delírios.
Uma síndrome como outras tantas.
Fuga. Fugaz, fagulhas.
Ateie fogo,
vire o disco e comece do zero.
A vida começa aos 40,
a vontade e o plano. Sonhos.
Sigo meu caminho.
Confiante nos teus pés.
Sei do que é meu.
No tempo e no lugar.
Acredito. Acredito na fé.
Fé que ta na pedra, no mato, no fruto.
No fruto que é prematuro.
E a água é rala.
Mas empoça na sarjeta da sua ignorância.