segunda-feira, 13 de abril de 2009

indo e vindo ...

Amigo tem dessas coisas.
Uma visita no domingo ensolarado.
Um conforto na segunda cinzenta.

Surpresas inesperadas.

Como uma caixinha de música. Melodia que não cansa.
De repente, um adeus que se estendeu no e-mail.
Com o elo cibernético. As palavras transcendem as barreiras.
Do som, do vento, da luz e do faz-de-conta.

E os carinhos saudosos, comparar, pura maldade.

Nos encontros por deveras esperados.
Replicamos sonhos. Retalhamos angústias.
Um teatro, um cinema, um alô.
Palpitante coração.

Um amigo e aquela satisfação.

foto: eu e meus amigos

terça-feira, 31 de março de 2009

foto: Sciarra

meu herói

hoje é o dia
uma grande conquista
sem dúvidas ouvirá sua música predileta
que o acalentou em dias solitários

noites de insônias
regaram seus sonhos delirantes
e no seu infinito optou pela vontade

relembrou encontros,
provou de incertezas,
estudou, estudou, estudou...

renunciou alguns amores,
fez valer o seu sorriso
e agora, alça seu mais nobre vôo

descobriu o segredo
felicidade é real quando compartilhada
e quem sabe um encontro com o acaso

parabéns!!!

segunda-feira, 30 de março de 2009

bueiro ...

foto: Sciarra

quarta-feira, 25 de março de 2009

estrangeira



Estrangeira.Terra passageira.
Transitoriedade. Assim sou.

Filme sem legendas.
Perdida, desnorteada.
Desvendo minha vontade.

Retoma e detona seu lugar de direito.
Sei do passado. No elo do tempo.
Sem propósito reflito quadro a quadro.
E calculo as perdas. Irreparáveis.

Assim, provei do gosto amargo do arrependimento.
Senti o afeitar de um sentimento.
Esvaeci os bordões. E carrego o desejo.

Invento temas.
Ré confessa nesse rompante.
E teimo. Por um tris a cair nos seus braços.
Provo de novas melodias. Mas reconheço seu timbre.

O gosto amargo perpetua minha liberdade.
Estrangeira. Aqui, apenas uma passageira.
.
foto: yo!

sábado, 21 de março de 2009

sim...

se posso escolher, prefiro ser sincera ...

terça-feira, 17 de março de 2009

Clara como Clarice


Havia a levíssima embriaguez de andarem juntos, a alegria como quando se sente a garganta um pouco seca e se vê que por admiração se estava de boca entreaberta: eles respiravam de antemão o ar que estava à frente, e ter esta sede era a própria água deles.
Andavam por ruas e ruas falando e rindo, falavam e riam para dar matéria peso à levíssima embriaguez que era a alegria da sede deles.
Por causa de carros e pessoas, às vezes eles se tocavam, e ao toque - a sede é a graça, mas as águas são uma beleza de escuras - e ao toque brilhava o brilho da água deles, a boca ficando um pouco mais seca de admiração.
Como eles admiravam estarem juntos! Até que tudo se transformou em não.
Tudo se transformou em não quando eles quiseram essa mesma alegria deles.
Então a grande dança dos erros.
O cerimonial das palavras desacertadas. Ele procurava e não via, ela não via que ele não vira, ela que, estava ali, no entanto.
No entanto ele que estava ali. Tudo errou, e havia a grande poeira das ruas, e quanto mais erravam, mais com aspereza queriam, sem um sorriso. Tudo só porque tinham prestado atenção, só porque não estavam bastante distraídos. Só porque, de súbito exigentes e duros, quiseram ter o que já tinham. Tudo porque quiseram dar um nome; porque quiseram ser, eles que eram.
Foram então aprender que, não se estando distraído, o telefone não toca, e é preciso sair de casa para que a carta chegue, e quando o telefone finalmente toca, o deserto da espera já cortou os fios.
Tudo, tudo por não estarem mais distraídos.